INSS Convida Ativistas Para Expor Aos Peritos Agravos Sociais Causados Pela Aids


Terminou nessa quinta-feira, no Rio de Janeiro, o II Seminário Nacional para Enfrentamento da Discriminação, Criminalização e Violação de Direitos no Contexto do HIV e da Aids. Participaram do evento integrantes de organizações não-governamentais, gestores públicos, sociólogos, antropólogos, profissionais de saúde e juristas. De acordo com o vice-presidente da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids do Rio de Janeiro (RNP+), Renato da Matta, a relação dos portadores do HIV e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou destaque no evento.

Renato contou que representantes do movimento social explicaram aos procuradores do INSS André Macedo e Alessandro Stefanutto que somente os antirretrovirais não garantem a boa qualidade de vida dos soropositivos. “Quem tem HIV paga um alto preço para viver, pois os efeitos colaterais dos medicamentos são severos”, disse. O ativista citou como exemplo a lipodistrofia (alteração na modelação do corpo ou da face devido à perda ou acúmulo de gordura), diarréia crônica, problemas renais, entre outros. O representante da RNP+ acredita que a presença de integrantes do INSS no encontro sinaliza uma tentativa de parceria, visando melhorar a compreensão das demandas judiciais referentes aos benefícios dos portadores do HIV. Renato adiantou que houve um convite dos procuradores do INSS para uma conversa entre integrantes do movimento social de luta contra a aids e outros representantes da Seguridade Social, incluindo os peritos. O Grupo Pela Vidda-Niterói está recebendo demandas judiciais que envolvem as pessoas soropositivas no Rio de Janeiro para encaminhar aos procuradores. Os interessados devem mandar e-mail para gpvnit@pelavidda-niteroi.org.br, informando o numero e um breve relato do caso.



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