Envelhecimento Precoce de Soropositivos: desafio para a ciência


Se nos primeiros anos de epidemia de aids, o desafio da ciência era manter os portadores do HIV vivos, hoje, 30 anos depois da descoberta desta doença, o desafio é ajudá-los a envelhecer com uma boa qualidade de vida. O professor e infectologista Ricardo Sobhie Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), comparou os primeiros desafios da ciência no tratamento da aids com os atuais. Se nos primeiros anos de epidemia de aids, o desafio da ciência era manter os portadores do HIV vivos, hoje, 30 anos depois da descoberta desta doença, o desafio é ajudá-los a envelhecer com uma boa qualidade de vida. Especialista em resistência do HIV no corpo humano, Ricardo explicou que o vírus e o tratamento antirretroviral a longo prazo aceleram o processo de envelhecimento. “Há uma série de problemas típicos do processo natural de envelhecimento ao nível celular, como infarto, derrame, osteoporose, demência e câncer”, comentou. “Além de serem mais comuns numa parcela significativa desta população, estes problemas tendem a aparecer mais cedo”, acrescentou. Segundo ele, vários estudos mostram que a terapia antirretroviral previne as complicações associadas à aids e prolonga a vida, mas não restabelece completamente a saúde.

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