Secretaria de Saúde e CNBB se unem em prol da saúde pública em Minas

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, participou, nesta terça-feira, do lançamento e preparação da Campanha da Fraternidade 2012, que tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública”. O encontro, realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) Regional Leste 2, teve como objetivo fazer uma reflexão sobre a realidade da saúde no país, e, especialmente, em Minas Gerais e no Espírito Santo. Além disso, buscou preparar as lideranças regionais e diocesanas para o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade, que será realizado na quarta-feira de cinzas. Para o secretário de saúde, Antônio Jorge, existe uma coincidência de princípios entre o Estado e a CNBB. “Essa campanha traz a politização da saúde. E nos faz compreender que devemos defender o SUS como um patrimônio nosso. Temos um grande desafio pela frente que é a mudança de comportamento, pois situações de doenças coletivas também precisam de atitude cidadã, como é o caso da dengue”, afirma.


De acordo com ele, em 25 anos de militância na saúde pública, aprendeu que o importante é se ater aos desafios que o SUS ainda apresenta. “No momento, em Minas, o grande desafio que se apresenta é com relação à mobilização das pessoas, pois o Estado ainda sofre com doenças que o poder público não consegue superar sozinho. Nós, mais do que nos preocuparmos em recuperar a saúde, precisamos nos preocupar em não adoecer. E, para isso, a principal responsabilidade recai sobre cada um de nós”, completa.
A coordenadora da Pastoral da Sobriedade Regional Leste 2, Maria Solene Garboci, viu, nesse encontro, como o trabalho desenvolvido pela pastoral tem tudo a ver com as ações do governo. “Não tem como trabalharmos sozinhos na prevenção e recuperação da dependência química. Não temos como trabalhar de forma independente do Programa Aliança pela Vida. Agora vejo que a Secretaria de Saúde trabalha na prevenção desde o ventre materno. Agora, estamos vivendo um momento de esperança, pois vejo que é possível a integração entre sociedade civil, pastoral e governo”, afirma.
Estiveram presentes no encontro cerca de 120 lideranças das Pastorais da Saúde, da Sobriedade, da Aids, da Criança, da Mulher, da Juventude, da Catequese, além de representantes dos setores Fé, Ação Social e Política.

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