Enfermeiros de Áreas Indígenas Participam de Oficina Sobre Forma de Abordagem

Profissionais que atuam na área de saúde indígena participam no período de 19 a 23 deste mês, da oficina sobre abordagem sindrômica de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), HIV/Aids. O treinamento organizado pelo Núcleo Estadual de Atenção Primária de Saúde Indígena, Núcleo de Controle de DST/HIV/Aids e dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas Leste e Yanomami, acontece a partir das 8h, no auditório da Coordenação de Vigilância em Saúde (CGVS), na avenida Brigadeiro Eduardo Gomes.
O treinamento tem a proposta de qualificar 32 enfermeiros dos DSEIs do Leste e Yanomami, quanto à conduta de assistência nas DST e melhorar a qualidade do serviço prestado aos índios, dando eficácia ao tratamento, prevenção e acolhimento adequados a possíveis portadores e companheiros. “O aconselhamento antes e depois de um teste é a ferramenta para estreitar uma relação entre paciente e o profissional”, frisou Sumaia Dias, técnica do Núcleo de Controle de DST/HIV/Aids.
As etnias que serão possivelmente beneficiadas com o treinamento dos profissionais serão os povos da etnia Macuxi, Ingaricó, Wapichana, Wai-wai, Yanomami, Sapará e Taurepang. Entre os participantes, 15 são da área Yanomami, que atende 37 pólos bases, e 17 enfermeiros do Leste, que cuida de 34 pólos bases.
A técnica acredita que a oficina vai despertar entre os participantes, a necessidade de um trabalho diferenciado em cada uma das diversas comunidades indígenas. Acima de tudo, ajudará a perceber uma questão antropológica que envolve os índios, desde a relação de vida na comunidade que está inserido, até mesmo a convivência com o parceiro ou parceira que vive.
A oficina terá dois momentos. A parte teórica com um médico e enfermeiro, e a parte prática, com um bioquímico e farmacêutico. O exercício de aprendizagem em realizar o teste rápido de HIV, os participantes farão entre si durante a aula. O resultado do teste dura em média 30 minutos.
Sumaia mencionou que o profissional precisa ser sensível a várias situações na hora da avaliação clínica. Ela exemplificou casos freqüentes como conscientizar as pessoas, principalmente as mulheres, que os seus parceiros também precisam procurar por avaliação clínica. “Embora os exames e o anúncio do resultado sejam feitos individualmente, o casal precisa reconhecer a importância da prevenção precoce”, finalizou.

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